Desde a entrada em vigor da Lei do Jogo online em Portugal, em 2015, as empresas de apostas online têm a oportunidade de operar legalmente no país, desde que obtenham uma licença fornecida pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ). No entanto, muitas empresas operam no país sem obter a licença correspondente, o que significa que suas atividades são ilegais e não estão regulamentadas pelo Estado.

Um dos principais argumentos utilizados para justificar a ilegalidade das apostas online é o fato de que essa atividade representa uma ameaça ao jogo responsável. Sem regulamentação adequada, as empresas podem explorar vulnerabilidades de jogadores que podem se tornar viciados em jogos de azar e acabar com suas economias.

Por outro lado, setores da sociedade têm defendido a legalização das apostas online como uma forma de reduzir a informalidade e o jogo ilegal. Além disso, o mercado de apostas online tem um grande potencial econômico, o que pode gerar receitas significativas para o Estado e para a indústria de jogos.

Diante desse debate, é importante que sejam estabelecidas políticas públicas eficazes que regulem o mercado, protejam os jogadores e promovam o jogo responsável. A legislação deve ser rigorosa o suficiente para evitar a proliferação de atividades ilegais, mas também suficientemente aberta para incentivar a concorrência e a inovação nas empresas de apostas.

Além disso, é fundamental que sejam implementadas campanhas de conscientização sobre o jogo responsável. Os jogadores devem ser informados sobre os riscos associados às apostas, bem como sobre boas práticas de jogo que possam ajudá-los a evitar problemas e a se divertir com essa atividade.

Em suma, a legalização das apostas online é um tema complexo que envolve múltiplas perspectivas. É preciso que o Estado, a indústria de jogos e a sociedade civil trabalhem em conjunto para encontrar soluções que permitam que essa atividade seja realizada de forma segura, transparente e responsável, em benefício de todos os envolvidos.